the work deals with the shyness and its impact on both the shy person and on those around him. the shy guy in this case is a machine that is inside a room with low light. he sings and produces images, but only while there’s no one near.

when someone enters the room, these sounds and images become increasingly less amplified – according to the proximity of the person in relation to the machine – until they stop completely. thus, the viewer can only see and hear what the machine is doing if he is away from it.

interactive installation | audiovisual object
2009
exhibitions:
re-new – Copenhagen (DEN) 2009
forum eletronika – Belém (2011)
ciberception – Sucre (BOL) 2011
hacklab Bahia – Cachoeira (2011)
FAD – Belo Horizonte (2012)

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A obra trata da timidez e seus reflexos, tanto sobre a pessoa que a tem quanto sobre as que a cercam. O sujeito tímido neste caso é uma máquina que se encontra dentro de uma sala com pouca luz. Ela canta e produz imagens, mas só enquanto está sozinha.

Quando alguém entra na sala, estes sons e imagens vão se tornando cada vez menos amplificados, de acordo com a proximidade da pessoa em relação à máquina, até que cessem por completo. Desta forma, o espectador só consegue ver e ouvir o que a máquina está fazendo se estiver longe dela.

instalação interativa | objeto audiovisual
2009
exposições:
re-new – Copenhagen (DEN) 2009
forum eletronika – Belém (2011)
ciberception – Sucre (BOL) 2011
hacklab Bahia – Cachoeira (2011)
FAD – Belo Horizonte (2012)

through a specific program, the visitors variation of movement is linked to his distance from the object. If there is a sudden position change, the object reduces his speech drastically. but if this variation is very subtle, that is, if the person is approaching very slowly so that the changes in his position are not perceived, it can get closer to the machine and see and hear a little more clearly what it says .

while it has a certain “fear” of people entering the room, the object (or subject, in this case) is also influenced by them. the music (or the sounds) it produces are based on data records of the visitors movements. the colors generated by the LEDs positioned within the ball, controlled from mathematical formulas, also follow this logic.

for example, sudden movements become warm colors and sounds. this creates a relationship of necessity between both machine and public, which also happens in the real world. the timid cannot get along well with people around him, but almost always hears them. the opposite however is not true and that is transmitted in the work by the fact that the visitor (almost) never can hear well the machine’s “voice”.

extrapolating the limits of the shyness concept, the work also suggests other questions like the excessive value given to an object (and the artist who created it) when it reaches the ’status’ of art. in this work, the spectacle only happens when the public is not around.

it also deals with the question of what happens when we are not ‘there’. in this case reversed, since the machine only ‘works’ in its fullness when the viewer is not present (or if he stays still for some time). the installation can also generate feelings of frustration and occasionally anger by the visitor, because he cannot see the work functioning. these feelings very welcome, since they move the public from the passive posture in which they live ‘their’ day-to-day.

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Através de uma programação específica, a variação de movimento do visitante é vinculada à distância que ela está do objeto. Se houver uma variação brusca somada a uma aproximação, o objeto diminui drasticamente sua fala. Mas, se esta variação for bem sutil, ou seja, se a pessoa se aproximar muito lentamente de forma que a variação dos movimentos dela não seja percebida, ela consegue se aproximar mais da máquina e ver e ouvir um pouco mais claramente o que ela diz.

Ao mesmo tempo em que tem um certo “medo” das pessoas que entram na sala, o objeto (ou sujeito, no caso) também é influenciado por elas. A música, ou os sons que ele produz são formados a partir dos registros dos movimentos dos visitantes. As cores geradas pelos LEDs posicionados no interior da esfera, controladas a partir de fórmulas matemáticas, também seguem esta lógica.

Por exemplo, movimentos bruscos se transformam em cores quentes e sons agudos. Cria-se assim uma relação de necessidade entre ambos, que também acontece no mundo real. O tímido não consegue se relacionar bem com as pessoas que a cercam, mas quase sempre as ouve. O contrário porém não acontece e isso é transmitido na obra pelo fato de que o visitante (quase) nunca consegue ouvir bem a “voz” da máquina.

Extrapolando os limites do conceito timidez, a obra também sugere também alguns questionamentos como a espetacularização do artistae sua obra e o excessivo valor dado a um objeto quando ele alcança o ‘status’ de arte. Aqui o espetáculo só acontece quando o público não está por perto.

Também trata a questão das coisas que acontecem quando não estamos ‘lá’, neste caso invertido, já que a obra só ‘funciona’ em sua plenitude quando o espectador não está presente (ou se este ficar algum tempo imóvel). A instalação pode ainda gerar sentimentos de frustração e ocasionalmente indignação por parte do visitante, por não conseguir ver a obra funcionando. Sentimentos estes muito bem-vindos, uma vez que retiram a pessoa da postura cômoda e passiva em que vive ‘seu’ dia-a-dia.